Contos 1

Nesse momento eu pensei bem e decidi contar tudo o que eu havia ouvido e visto durante o período em que Paulo viveu no hospital. Não sei por que, mas havia razão no que me diziam em não ter separado os lados, me envolvi e não sei se deveria me arrepender, a única certeza é que não deixaria tudo continuar assim escondido.



Tudo começa, ou termina, em um hospital onde conversava com um amigo, que tinha ouvido boatos sobre tudo: 
_ Onde você o conheceu?
_ Aqui mesmo no hospital logo que ele foi internado.
_ E como deixou se envolver, você mais do que ninguém devia saber separar o lado profissional de todo o resto.
_ É eu sei, mas quando percebi já estava envolvido demais.
_ E o que tinha de tão fascinante nesse caso.
_ Não era o caso, mas a vida que ele tinha tido, o sofrimento por que passou e a maneira como tudo aconteceu.
Nesse momento eu pensei bem e decidi contar tudo o que eu havia ouvido e visto durante o período em que Paulo viveu no hospital. Não sei por que, mas havia razão no que me diziam em não ter separado os lados, me envolvi e não sei se deveria me arrepender, a única certeza é que não deixaria tudo continuar assim escondido.
A jornada de Paulo começa na infância, uma infância difícil e de inocência curta...
                Paulo assim como muitos outros nasceu em uma família humilde, nasceu na periferia onde os poucos amigos que se tem, podem não ser amigos de verdade, a casa onde morava ficava a mais de uma hora do centro da cidade e a única certeza que se tinha era de que aquele lugar realmente estava sem amparo de qualquer um dos três poderes.
Como morador de bairro pobre aprendeu que a rua pode trazer muitos perigos, mas pode também trazer diversão, ou ainda os dois em um momento só.
                Durante o tempo em que não ia à escola Paulo brincava nas ruas, das mais diversas brincadeiras. Mas a sua favorita, também é a favorita de todo Brasileiro. O Futebol, e foi numa partida de futebol que a bola escapou e atravessou uma rua movimentada, Paulo não viu o carro, mas alguém assistia a tudo...
                O pai de Paulo, Arnaldo era segurança de uma loja e dele provinha o sustento da família, Arnaldo era um homem honesto, educado, e que via no filho tudo que havia de mais precioso. Portanto Arnaldo nunca media esforços para dar ao filho, Paulo o melhor que estivesse ao seu alcance.
                No entanto aquele dia mudaria tudo, no momento em que Arnaldo viu o carro avançar na direção de Paulo, não pensou duas vezes, atirou-se para salvar o filho, no fim do tumulto havia Paulo desmaiado, e Arnaldo ensangüentado, mas ainda consciente. Em poucos minutos o circo estava armado, curiosos de todos os tipos, apesar de ferido Arnaldo pedia socorro, não para ele, mas para o filho que estava desacordado.
Logo que ambulância chegou, foi feito como Arnaldo queria, o atendimento ocupou-se em cuidar de Paulo, enquanto ele sofria com a hemorragia causada pelo acidente, quando levaram Arnaldo a    

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