Velha Companheira

A quanto tempo sóbrio? Indiferente
Sem recaídas por teus enlaces
Em meus antigos devaneios a
Lembrança dos delírios conturbados
Na doçura do desejo
Do amparo do teu colo quente
A hesitação no fim do beijo
E o comprometimento em nosso olhar
A cumplicidade minha
Entregue, perturbado, grogue, inconseqüente...
Balbuciando teu nome inebriante
Na escuridão, solitária e fria
Em todo meu ser uma palavra só repetida
Vibrando em meus lábios dizia
O nome da perfeita companheira...
Boemia.

Carlyle Souza

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